Proximamente nas livrarias
Hoje
é um dia de chuva, é hoje um dia
de chuva e os teus olhos pensados são para uma
ponte que ainda está no vento
é uma noite sempre ver-te da janela, ver de
outra forma as aves, aprender a subir
uma estrela, deixar o sol entre as
rosas, e chamar-te uma nuvem feita há muito
destas focas brilhantes, e agora leves
com esses digestivos cigarros à
espera da Páscoa; é hoje que se desce um
abismo, quase velho, seco, mudas assim a
noite, a lua, os ventos e era um apelo de mãos
esta égua ao longo da chuva: beija-me, hoje,
outra vez, a precisão dos abismos é uma
chama dos teus olhos e o sol leva
precisamente os poentes que ainda se
despedem nos meus e foi tudo menos assim:
onde tinha caído o Inverno e nessa égua de
aguardentes ainda emudecida por uma
navalha de sedas. Apago eu as árvores no
quintal, e quando pelo vento te perdes,
vejo que me falta ouvir-te, vejo e só
hoje, um arco-íris da fala, um poente
de sala ou este atlântico piano do pólen
com um peito de veias que há-de
chegar ao teu coração com
um pôr do sol. E é hoje,
tu voltarás e não me tocarás
numa noite, e esta noite é outra
vez a primeira, ou se vês os ventos é já
muito longe, e eu dizê-lo não quero, porque
esta é uma estrela que veste desde sempre os
rios pelos ombros e ainda só por eles as flores
que nasciam nos teus olhos,
Meu amor
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